Escravos da alegria
Mineiro de Juiz de Fora, Minas Gerais, Gustavo Stephan veio para o Rio com 6 anos. Teve o seu primeiro contato com o carnaval através do Bloco do Zé Pereira, que sempre se concentrou em frente à casa da sua avó. Os bonecos gigantes e a batida marcante preenchiam o imaginário do menino que passou boa parte da sua infância na pequena cidade da Zona da Mata Mineira.

Nos idos dos anos noventa, quando começa a fotografar para o jornal O Globo, onde trabalhou por quase 24 anos, o fotógrafo conhece o carnaval do subúrbio, acompanhando os trabalhos de Paulo Moreira e Custódio Coimbra, ambos apaixonados pelo tema. Sempre que podia, ia acompanhar as festas em Madureira, Marechal Hermes, Realengo, Campo Grande, Bangu até no distante bairro de Sepetiba. Os passeios representavam um retorno à infância.
Apesar de admirar o samba, Gustavo nunca gostou de fotografar os desfiles do sambódromo. Era a criatividade dos foliões do subúrbio, as luzes do entardecer e os muros coloridos que despertavam a sua atenção. Nos últimos dez anos, passou a documentar os grupos de bate-bola e assinou a fotografia do documentário “Soltando os Bichos”, do cineasta Marcelo Goulart, exibido recentemente no Festival de Cinema do Rio de Janeiro.











